terça-feira, 12 de abril de 2011

O vento leva.


Que o esforço para lembrar. É vontade de esquecer...
(Los Hermanos)


 Andei sem tempo ultimamente. Acredita, que nem tive tempo de ficar pensando em você?
 Pois é, meu bem, você está se tornando uma antiga lembrança, mas, frequentemente, eu me esqueço disso e deixo você passear nos meus pensamentos como uma lembrança viva, ás vezes à beira da morte, em outras em pleno vigor.

sexta-feira, 25 de março de 2011

O problema é o achismo

Por que é difícil pular fora nos primeiros indicios de que não vai dar certo?

Porque eu não entendo, eu quebrei a cabeça, gritei, chorei, briguei...
Eu sabia de tudo que ia acontecer e mesmo assim me apaixonei, me entreguei. Não que eu seja negativista, não é isso, vivendo onde a gente vive, diziam muito sobre o seu passado, não dá para mudar em tão pouco tempo, não é? Só que os problemas são os "achismos".


Achei, que poderia estar enganada, achei, que você poderia mudar, achei, que você poderia se apaixonar.

terça-feira, 8 de março de 2011

Para o narciso

Dentre todos, tu foste o mais belo...
Entretanto, não deixou nenhuma marca.

É uma pena, lindo Narciso.
Mas tu não representaste nada para mim, e nem se quer representou um dia!
E nem tuas lágrimas, de hoje, significam algo.

Pois tu és pura beleza, dentro de um vazio sem fim!

12 de novembro de 2009

sábado, 5 de março de 2011

Portas fechadas

Não quero deixar nada em aberto nesse momento, principalmente uma coisa engatada a 6 anos que nunca saiu da primeira marcha.
Eu quero todas as portas fechadas, para quem quiser entrar ter que bater e ter a paciência de esperar a hora em que eu for abrir e deixar ficar.
Cansei de suas visitas rápidas, que nem dão para saber como estou e como vou ficar depois da sua partida. Não dá mais para você entrar na hora que quiser, e ficar o tempo que te agrada.

Agora é um novo tempo, por que há muito tempo aquela menina não não existe mais.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

A Minha Adega e o Vinho Novo

Todos me diziam que aquele vinho era barato, de baixa qualidade e ainda muito novo.
Só que eu me encantei com a garrafa e até mesmo com sua juventude. Acabei deixando-me ludibriar com o que o rótulo dizia. Mesmo sabendo que muitos já tinham provado o gosto amargo dele. Mas pensei que era questão de paladar, que comigo fosse diferente, já que eu tenho um paladar forte.
E não foi por falta de opção, não. Por que na minha adega tinha alguns vinhos saborosos. Mas cismei com aquele vinho tão novo.
Então deixei-me ir pela curiosidade, e saboreei-o. Não nego que gostei do seu sabor. Na verdade gostava muito mais daquelas palavras do rótulo, lia-as todos os dias antes de degustar o tal vinho.
Com pouco tempo a garrafa, e até mesmo as palavras que me encantavam, perdeu o seu brilho para mim. Pois como aquele vinho era barato muitos o bebiam. Como sou um pouco egoísta, desisti logo dele.

Por que na MINHA ADEGA, só eu posso beber dos vinhos.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

O barco furado

Eu te chamei para remar comigo, mas você achou melhor mudar de barco. Pouco se importou em ter me deixado sozinha nesse barco furado.
E quando eu já tinha aceitado a idéia do naufrágio, um outro alguém apareceu se oferecendo para remar comigo, e que jamais deixaria eu afundar sozinha. 
Ah, meu bem, eu juro que ainda te esperava. Esperava você se arrepender e me dizer coisas doces iguais ao que esse outro alguém disse.
Mas como você mesmo disse que eu não poderia colocar tanta responsabilidade em você. Eu segui em frente, meu bem, e deixei que esse outro alguém entrasse por completo na minha vida.
Mas não fique triste, meu bem, eu soube que tem muitos barcos novos para você entrar.